segunda-feira, 9 de maio de 2011

Alegria

Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que não és ainda um sábio. O sábio autêntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturbável; vive em pé de igualdade com os deuses. Analisa-te então a ti próprio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperança te aflige o ânimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mantém igual a si mesma, isto é, plena de elevação e contente de si própria, então conseguiste atingir o máximo bem possível ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, não buscas senão o prazer, fica sabendo que tão longe estás da sabedoria como da alegria verdadeira. Pretendes obter a alegria, mas falharás o alvo se pensas vir a alcançá-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso será o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da angústia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfação e prazer, são apenas motivos para futuras dores.

Todos, repito, tendem para um objetivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfação das ambições, na multidão assídua dos clientes; outros, na posse de uma amante; outros, enfim, na inútil vanglória dos estudos liberais e de um culto improfícuo das letras. Toda esta gente se deixa iludir pelo que não passa de falacioso e breve contentamento, tal como a embriaguez, que paga pela louca satisfação de um momento o tédio de horas infindáveis, tal como os aplausos de uma multidão entusiasmada - aplausos que se ganham e se pagam à custa de enormes angústias! Pensa bem, portanto, no que te digo: o resultado da sabedoria é a obtenção de uma alegria inalterável. A alma do sábio é semelhante à do mundo supralunar: uma perpétua serenidade. Aqui tens mais um motivo para desejares a sabedoria: alcançar um estado a que nunca falta a alegria. Uma alegria assim só pode provir da consciência das próprias virtudes: apenas o homem forte, o homem justo, o homem moderado pode ter alegria.


Sêneca


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Decisão

Quando preciso tomar uma decisão coletiva, vou para o espelho.



W. Buffet




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Amizade

A amizade é menos frequente entre pessoas azedas e entre os mais velhos, porque quanto pior for o feitio das pessoas, menor é o prazer que têm no convívio. Ora o bom feitio e o convívio social são marcas de amizade e motivos criadores de amizade. Por este motivo, os jovens depressa se tornam amigos, os velhos, não. É que não se podem tornar amigos daqueles na presença dos quais não sentem prazer; de modo semelhante se passa com os que estão sempre mal dispostos. Estes também podem ser benevolentes entre si porque desejam o bem ao outro e vão ao encontro das necessidades do outro. Contudo, não são completamente amigos uma vez que não passam juntos o dia nem sentem prazer na companhia um do outro, coisas que parecem ser marcas distintivas de amizade.
Agora, parece que não é possível ser amigo de muitas pessoas, pelo menos no sentido pleno da amizade, do mesmo modo que não é possível amar ao mesmo tempo muitas pessoas (tal parece que, na realidade, seria excessivo; e o amor costuma nascer naturalmente em relação a uma única pessoa), porque não é fácil de agradar de modo totalmente satisfatório a muitos ao mesmo tempo.


Aristóteles


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domingo, 8 de maio de 2011

Entendimento

Como ainda é inexperiente quem supõe que ao mostrar espírito e entendimento recorre a um meio seguro para fazer-se benquisto em sociedade! Na maioria das pessoas, tais qualidades despertam ódio e rancor, que serão tão amargos quanto quem os sentem não tiver o direito de externar o motivo, chegando até a dissimulá-lo para si mesmo. Isso acontece da seguinte forma: se alguém nota e sente uma grande superioridade intelectual daquele com quem fala, então conclui tacitamente e sem consciência clara que este, em igual medida, notará e sentirá a sua inferioridade e a sua limitação. Esta conclusão desperta o ódio, o rancor e a raiva mais amarga.Mesmo o comportamento mais humilde terá muita dificuldade em conseguir o perdão para a sua superioridade intelectual.



Schopenhauer


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Perfeitos

Queremos governos perfeitos com homens imperfeitos. Disparate!



Marquês de Marica




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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Limites

Quando não há desafio não se rompem limites e tendemos a permanecer na mesma condição. Para muitos, talvez, não haverá problemas e permanecem da mesma maneira.. Pode ser até que estejam bem assim, porém. Não avançar é o mesmo que retroceder. Se continuar a fazer o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve. O espírito ensinado no budismo é o de sempre avançar, independente das circunstâncias. Viver é avançar, progredir sempre em todas as frentes. Se você desistir dos seus esforços para avançar, significa que está retrocedendo na própria vida.

Daisaku Ikeda


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Fazer

Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.



Mahatma Gandhi


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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tempo

Aos quinze anos eu queria muito aprender; aos trinta, havia firmado os pés no chão; aos quarenta, deixei de ficar perplexo; aos cinqüenta, soube quais eram as ordens do céu; aos sessenta, escutei-as com ouvidos dóceis; aos setenta, observei ao que meu coração ditava, pois o que eu desejava não mais ultrapassa os limites do certo.



Confúcio


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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Vida

Deseje que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz. E quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter só vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.




Fernando Pessoa



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Sensatez

Não se dedicar a assuntos sem importância, muito menos imaginários, que causam mais desprezo que estima. A pessoa sensata deve evitar fanatismos e excentricidade, pois estes, embora possam levar à fama, granjeiam com mais frequência o riso que o respeito. Mesmo ao buscar a sabedoria, os cautelosos devem evitar a afetação e a atenção pública, em especial nas questões que podem parecer ridículos.



Frei Baltasar Gracian




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