sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sabedoria


A sabedoria é um adorno na prosperidade e um refúgio na adversidade.




Aristóteles




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Tempo


O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo.




Mário Quintana



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Verdade


É preciso dizer a verdade apenas a quem está disposto a ouvi-la.




Sêneca




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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Homem


O cargo revela o homem.


Bias de Priene




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Vida


Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,

Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.


Fernando Pessoa

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Humanidade


Amo a humanidade em geral, mas quanto mais amo, tanto menos amo os homens em particular. Nos meus devaneios, chego a fazer planos apaixonados para servir a humanidade, e deixar-me-ia crucificar pelos homens se necessário, ao mesmo tempo, porém, não consigo viver com quem quer que seja por dois dias consecutivos no mesmo quarto.Faço-me inimigo dos homens, mal entro em contato com eles.



Fiodor Dostoievski



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Contradições


O ser humano é um feixe de contradições e quanto mais o analisamos, mais perplexos e surpresos ficamos com os extremos que o caracterizam. Oscila entre o tétrico e o sublime, a santidade e o máximo de maldade,entre o desprendimento e o cúmulo do egoísmo. O bem e o mal duelam constantemente, ao longo de toda a nossa vida, no interior da nossa alma, a qualquer momento, um deles pode triunfar, determinar nossa trajetória final no mundo. Ou seja, fazer com que venhamos a ser lembrados pelos pósteros como anjos ou demônios, dependendo do teor das nossas ações. O filósofo Blaise Pascal expressa, com precisão, sua perplexidade diante do paradoxo, face às contradições humanas. Escreveu: “Que quimera é o homem? Que novidade, que monstro, que caos, que sujeito de contradições. Que prodígio! Juiz de todas as coisas, verme imbecil, depositário da verdade, fossa de incertezas e de erros, glória e nojo do universo”. Quem é capaz de desvendar esta embrulhada?





Pedro Bondacjuck



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Simplicidade


Na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos engrandece, e que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência.


Roberto Shinyashiki




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Boa vontade


De todas as coisas que podemos conceber neste mundo ou mesmo, de uma maneira geral, fora dele, não há nenhuma que possa ser considerada como boa sem restrição, salvo uma boa vontade. O entendimento, o espírito, o juízo e os outros talentos do espírito, seja qual for o nome que lhes dermos, a coragem, a decisão, a perseverança nos propósitos, como qualidades do temperamento, são, indubitavelmente, sob muitos aspectos, coisas boas e desejáveis; contudo, também podem chegar a ser extraordinariamente más e daninhas se a vontade que há de usar destes bens naturais, e cuja constituição se chama por isso caráter, não é uma boa vontade. O mesmo se pode dizer dos dons da fortuna. O poder, a riqueza, a consideração, a própria saúde e tudo o que constitui o bem-estar e contentamento com a própria sorte, numa palavra, tudo o que se denomina felicidade, geram uma confiança que muitas vezes se torna arrogância, se não existir uma boa vontade que modere a influência que a felicidade pode exercer sobre a sensibilidade e que corrija o princípio da nossa atividade, tornando-o útil ao bem geral; acrescentemos que num espectador imparcial e dotado de razão, testemunha da felicidade ininterrupta de uma pessoa que não ostente o menor traço de uma vontade pura e boa, nunca encontrará nesse espetáculo uma satisfação verdadeira, de tal modo a boa vontade parece ser a condição indispensável sem a qual não somos dignos de ser felizes . A boa vontade não é boa pelo que produz e realiza, nem por facilitar o alcance de um fim que nos proponhamos, mas apenas pelo querer mesmo; isto quer dizer que ela é boa em si e que, considerada em si mesma, deve ser tida em preço infinitamente mais elevado que tudo quanto possa realizar-se por seu intermédio em proveito de alguma inclinação, ou mesmo, se se quiser, do conjunto de todas as inclinações.




Immanuel Kant


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Pensar


Aprender sem pensar é tempo perdido.




Confúcio




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