segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sabedoria


Conhecer os outros é inteligência. Conhecer-se a si próprio é a verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força, controlar-se a si próprio é o verdadeiro poder.



Lao Tse




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domingo, 2 de setembro de 2012

Superar


Conhece-te, aceita-te, supera-te.




Santo Agostinho




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Conhecer


Afortunado o homem que conhece precisamente a si mesmo e tem noção correta entre o que ele pode usar.



Henri Cartier Bresson




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Felicidade


A felicidade consiste em dar passos na direção de si próprio e ver o que se é.




José Saramago




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Escutar


Não há piores surdos do que aqueles que não querem ouvir.



Moliére




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Conhecer


Conhece-te a ti próprio - eis o que é difícil. Ainda posso conhecer os outros, mas a mim mesmo não consigo conhecer-me. Um fio - instintos e um fantasma... Dos outros faço ideia mais ou menos aproximada, de mim não faço ideia nenhuma.
Há uma disparidade entre mim e mim. Há em mim o homem correto, o homem igual a todos os homens - e o homem que lá dentro sonha, grita e é capaz, por insignificâncias, de imaginar um terremoto ou de desejar uma catástrofe. O que eu me tenho desfeito dos meus inimigos - o que é razoável - mas dos meus amigos que me fazem sombra!...
O meu verdadeiro ser não é aquele que compus, recalcando lá para o fundo os instintos e as paixões; o meu verdadeiro ser é uma árvore desgrenhada - é o fantasma que nos momentos de exaltação me leva a rasto para atos que reprovo. Só a custo o contenho. Parece que está morto, e está mais vivo que o histrião que represento. Asseguro este simulacro até à cova com os hábitos de compressão que adquiri. Não sei se a maior parte dos homens é assim - eu sou assim: sou um fantasma desesperado.

O meu primeiro impulso é destruir. Depois recuo. E o meu segundo impulso é talvez atraiçoar e mentir. É praticar atos horríveis de sensualidade e de instinto. E se resisto, resisto esfarrapado. Resisto com discussões interiores que nunca acabam e um esforço que me deixa inutilizado e exausto. Resisto, arrependido de não me deixar levar até ao fim - e talvez para me dar em espetáculo a outra personagem que assiste e comenta, que assiste e aplaude com escárnio. Por isso, quando me venço, não tenho mérito nenhum; é por fraqueza ou por vaidade que não pratico o mal. E com o tempo tenho ficado cada vez pior. Mais seco e pior. Desesperado e pior. A vida, em lugar de me elevar, tem-me transformado numa ruína, onde nenhuma raiz encontra suco.
Outra coisa: só extraio sensações da vida. Sou um monstro que existe para traduzir a vida em palavras e mais nada, até chegar ao automatismo de suprimir a realidade a todos os sentimentos que não impressionam a máquina em que me transformo e que bem queria agora inutilizar.

Raul Brandão

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Homem




Se os outros se observassem a si próprios atentamente como eu achar-se-iam, tal como eu, cheios de inanidade e tolice. Não posso livrar-me delas sem me livrar de mim mesmo. Estamos todos impregnados delas, mas os que têm consciência de tal saem-se, tanto quanto eu sei, um pouco melhor.
A ideia e a prática comuns de olhar para outros lados que não para nós mesmos de muito nos tem valido! Somos para nós mesmos objeto de descontentamento: em nós não vemos senão miséria e vaidade. Para não nos desanimar, a natureza muito a propósito nos orientou a visão para o exterior. Avançamos facilmente ao sabor da corrente, mas inverter a nossa marcha contra a corrente, rumo a nós próprios, é um penoso movimento: assim o mar se turva e remoinha quando em refluxo é impelido contra si mesmo.

Cada qual diz: «Olhai os movimentos do céu, olhai para o público, olhai para a querela deste homem, para o puso daquele, para o testamento daquele outro; em suma, olhai sempre para cima ou para baixo, ou para o lado, ou para a frente, ou para trás de vós.»
O mandamento que na antiguidade nos preceituava aquele deus de Delfos ia contra esta opinião comum: «Olhai para dentro de vós, conhecei-vos, atende-vos a vós mesmos, reconduzi a vós próprios o vosso espírito e a vossa vontade que se consomem noutras partes; vós vos esvaziais e desperdiçais; concentrai-vos em vós mesmos, refreai-vos; atraiçoam-vos, dissipam-vos e roubam-vos a vós mesmos. Não vês que este mundo tem as miradas todas crivadas no interior e os olhos abertos para se contemplar? No teu caso, tudo é vaidade, dentro e fora, mas é menor vaidade se for menos extensa. Salvo tu, ó Homem», dizia esse deus, «cada criatura primeiro se estuda a si própria e, de acordo com as suas necessidades, impõe limites aos seus trabalhos e desejos. Não há nenhuma criatura tão vã e tão necessitosa quanto tu, que abarcas o universo: és o escrutador sem conhecimento, o magistrado sem jurisdição e, no fim de contas, o parvo da farsa.


Michel de Montaigne


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sábado, 1 de setembro de 2012

Vencer


Uma pessoa verdadeiramente grandiosa é aquela que consegue vencer a si mesma. Aquele que consegue vencer o inimigo é forte, mas quem consegue vencer a si próprio é realmente poderoso. Vencer e descobrir a si próprio é tarefa árdua e requer muita coragem e só consegumos com muita humildade, seriedade e sinceridade. Admitir que estamos errados e reconhecer que, em determinadas situações somos o centro do problema, são atitudes muito corajosas, em que a decisão e a determinaçaõ de mudar a si próprio é prudente.

Daizaku Ikeda


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Vida


Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes, basta ser:

Colo que acolhe

Braço que envolve

Palavra que conforta

Silêncio que respeita

Alegria que contagia

Lágrima que corre

Olhar que acaricia

Amor que promove.



E isso não coisa do outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura....enquanto durar.

Cora Coralina



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Alicerces


Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles. Estão onde devem estar. Agora, dê-lhes alicerces.




Henry David Thoreau




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