Feliz daquele que se recorda com prazer de seus antepassados, que conversa com estranhos sobre eles, suas ações e sua grandeza e que sente uma satisfação secreta, por se ver como um elo de uma bela corrente.
Johann Wolfgang von Goethe
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Leitura
A leitura, é de fato, em meu entender, imprescindível: primeiro, para me não dar por satisfeito só com as minhas obras, segundo, para, ao informar-me dos problemas investigados pelos outros, poder ajuizar das descobertas já feitas e conjecturar as que ainda há por fazer.
A leitura alimenta a inteligência e retempera-a das fadigas do estudo, sem, contudo, pôr de lado o estudo. Não devemos limitar-nos nem só à escrita, nem só à leitura: uma diminui-nos as forças, esgota-nos (estou-me referindo ao trabalho da escrita), a outra amolece-nos e embota-nos a energia. Devemos alternar ambas as atividades, equilibrá-las, para que a pena venha a dar forma às ideias coligidas das leituras. Como soe dizer-se, devemos imitar as abelhas que deambulam pelas flores, escolhendo as mais apropriadas ao fabrico do mel e depois trabalham o material recolhido, distribuem-no pelos favos e, nas palavras do nosso Vergilio, o líquido mel acumulam, e fazem inchar os alvéolos de doce néctar. Nós devemos imitar as abelhas, discriminar os elementos colhidos nas diversas leituras (pois a memória conserva-os melhor assim discriminados), e depois, aplicando-lhes toda a atenção, todas as faculdades da nossa inteligência, transformar num produto de sabor individual todos os vários sucos coligidos de modo a que, mesmo quando é visível a fonte donde cada elemento provém, ainda assim resulte um produto diferente daquele onde se inspirou.
Sêneca
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A leitura alimenta a inteligência e retempera-a das fadigas do estudo, sem, contudo, pôr de lado o estudo. Não devemos limitar-nos nem só à escrita, nem só à leitura: uma diminui-nos as forças, esgota-nos (estou-me referindo ao trabalho da escrita), a outra amolece-nos e embota-nos a energia. Devemos alternar ambas as atividades, equilibrá-las, para que a pena venha a dar forma às ideias coligidas das leituras. Como soe dizer-se, devemos imitar as abelhas que deambulam pelas flores, escolhendo as mais apropriadas ao fabrico do mel e depois trabalham o material recolhido, distribuem-no pelos favos e, nas palavras do nosso Vergilio, o líquido mel acumulam, e fazem inchar os alvéolos de doce néctar. Nós devemos imitar as abelhas, discriminar os elementos colhidos nas diversas leituras (pois a memória conserva-os melhor assim discriminados), e depois, aplicando-lhes toda a atenção, todas as faculdades da nossa inteligência, transformar num produto de sabor individual todos os vários sucos coligidos de modo a que, mesmo quando é visível a fonte donde cada elemento provém, ainda assim resulte um produto diferente daquele onde se inspirou.
Sêneca
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Esperar
Faço a distinção entre desejo e querer. Desejar é pretender algo do ponto de vista imediato, rápido, como satisfazer um capricho ou uma pulsão. Querer,pelo contrário,, é pretender alguma coisa com mais alcance e ter capacidade para adiar a recompensa, saber esperar.
Enrique Rojas
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Enrique Rojas
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Tempo
O tempo é a única prova segura de tudo. Não só é o crítico mais severo; é o crítico reto e preciso. Ninguém pode julgar do valor disto ou daquilo num momento, porque só o tempo o pode fazer. O tempo dar-lhe-á o valor que merece. Nunca se deixe enganar pelo calendário. O ano só tem os dias que sabe empregar bem. Uma pessoa pode ter num ano o valor de uma semana, enquanto outra tira o valor de um ano inteiro em uma semana.
Alfred Montapert
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Alfred Montapert
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Sociedade
Num dia frio de inverno, alguns porcos-espinhos se juntavam para se aquecerem com o calor dos seus corpos. Mas logo viram que estavam se espetando e se afastaram, Ficaram com frio de novo e se juntaram, até descobrirem a distância adequada entre eles. Assim é n sociedade, onde o vazio e a monotonia fazem com que os homens se aproximem, mas seus muitos defeitos, desagradáveis e repelentes, fazem com que se afastem.
Schopenhauer
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domingo, 8 de setembro de 2013
Verdade
Fale a verdade, seja ela qual for, clara e objetivamente, usando um toque de voz tranqüilo e agradável, liberto de qualquer preconceito ou hostilidade.
Dalai Lama
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Dalai Lama
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sábado, 7 de setembro de 2013
Jardim
O que mata um jardim não é mesmo alguma ausência, nem o abandono...
O que mata um jardim é esse olhar vazio de quem por ele passa
indiferente.
Mário Quintana
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Coração
O coração humano possui tantos interstícios em que a verdade se esconde, tantos orifícios em que a falsidade espreita, e está tão ornado hipocrisias enganosas que ele com freqüência trapaceia a si próprio.
Ítali Calvino
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Ítali Calvino
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